Carta às igrejas

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ASSOCIAÇÃO DAS IGREJAS BATISTAS DO SUL DE MINAS GERAIS

ORDEM DOS PASTORES BATISTAS – SECÇÃO M. GERAIS

SUBSECÇÃO SUL – MG

Presidente – Pr. Wagner Ferreira

Sul de Minas Gerais, abril de 2013

ÀS IGREJAS DA ASSOCIAÇÃO DO SUL DE MINAS

A Ordem dos Pastores do Sul reunida no dia 04.08.2012 em Bueno Brandão decidiu emitir este documento para auxiliar as igrejas quanto às qualificações do ministro.

De acordo com a declaração da Palavra de Deus que é a autoridade máxima e final, a qual está acima de qualquer estatuto, regimento interno ou procedimentos democráticos, o pastor deve ser irrepreensível (I Timóteo 3.1-7).

  • Marido de uma só mulher – Não deve ser divorciado, recasado;

  • Equilibrado – Aquele que tem auto-controle;

  • Sensato – prudente nas suas decisões;

  • Respeitável – Homem de palavra;

  • Hospitaleiro – Recebe bem os que se aproxima de sua vida;

  • Apto para ensinar – Teologicamente preparado;

  • Não apegado ao vinho- Não dado a nenhum vício;

  • Não violento – não maltrata seus filhos, esposa e outras pessoas;

  • Amável – Sempre disposto a perdoar, ceder e resignar e é paciente com as limitações das ovelhas;

  • Inimigo de contendas – Um pacificador de conflitos;

  • Não Avarento - Não amante do dinheiro;

  • Que governe bem a sua casa – Tem os filhos e esposa em sujeição e temor;

  • Não neófito – Não pode ser novo convertido, deve ser alguém com experiência;

  • Que tenha bom testemunho dos de fora – Uma vida correta aos olhos do mundo;

Mesmo que as Instituições Batistas e determinadas igrejas aceitem homens sem qualificações bíblicas para o ministério pastoral, desejamos expor nossa posição e dar as devidas orientações às Igrejas da ASSIBASUL. Estamos dispostos a esclarecer quaisquer dúvidas e apoiar a todos que querem seguir o padrão de Deus e retornar a razão e fundamentação das Escrituras. As exigências para o ministério pastoral são altíssimas, porque a obra de Deus é preciosíssima. Porém a igreja deve tratar seu pastor com honra e dignidade porque isto também é bíblico. (I Tm 5.17. – I Ts 5.12-13).

No dia 6 de abril de 2013 a Ordem dos Pastores Batistas do Sul de Minas reunida na sede da PIB de Três Corações, decidiu por unanimidade dos presentes, que enviaria juntamente com o documento acima uma nota de insatisfação e contrariedade com relação à eleição de uma mulher no corpo da diretoria da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. A Ordem dos Pastores Batistas do Sul de Minas não encontra nenhuma base bíblica para o ministério pastoral feminino.

Entendemos e ensinamos que as mulheres tem um papel fundamental no Reino de Deus, mas por decreto divino, o ofício pastoral ficaria somente a cargo dos homens. ( I Timóteo 2.9-15)

Na Graça do mestre

Pr Wagner Ferreira

Presidente da OPBB – Sub Seção Sul de Minas Gerais 

Retornando à razão das Escrituras

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Sobre o ministério feminino li o seguinte, escrito por um líder da denominação:

Pressupostos Teológicos

Todas as vezes que tentamos interpretar a Palavra de Deus com radicalismo, erramos gravemente porque a Bíblia é um livro contemporâneo e, como tal, precisa ser interpretado à luz da contemporaneidade.

Quando Paulo fala sobre os dons espirituais em Efésios, 4:11, ele não discrimina sexo ao afirmar que o Espírito Santo deu uns para pastores, outros para evangelistas, etc. Isto me leva a crer que o fato da mulher não ter sido consagrada ao pastorado até o momento se prende tão somente ao aspecto cultural e não bíblico. Uma vez que as mulheres vêm exercendo a contento outros dons que estão na mesma lista de Paulo. Quando diz em I Timóteo 3:2 que o bispo deve ser marido de uma só mulher, também está se baseando em uma fundamentação cultural.”

A minha única dúvida é: quem vai determinar o que é cultural e o que é realmente princípio ou teologia bíblica? Se livremente posso determinar que uma certa passagem bíblica tem aspectos meramente culturais e assim dar-lhe uma interpretação contemporânea, posso afirmar também que a morte de Jesus na cruz é simplesmente cultural e supor que se Ele tivesse de morrer hoje, deveria ser de um tiro de 45 na cabeça, o que acham disso? Aliás, dar interpretações contemporâneas é a frase chave daqueles que não tem coragem de dizer abertamente: assim diz o Senhor.

Já deram uma lida na “Bíblia free style”? Vou dar uma parte de sua tradução contemporânea ( Mateus 1): Livro da geração de Jesus, o cara. Da descendência de Davi e também de Abraão. Depois de Abraão, muito sexo foi feito e muitas crianças nasceram por conta disso. Essas crianças cresceram, tornaram-se adultos e também fizeram mais sexo ainda. Até que quarenta e uma gerações se passaram e nasceu um cara muito jóia chamado José.

Esse tal de José era especial por que quando a dona Maria (sua noiva) apareceu dizendo que tava grávida do Espírito Santo, ele obviamente sentiu que isso cheirava a chifre. Mas sendo um cara legal pra caramba, resolveu terminar o noivado discretamente. Mas naquela noite um anjo apareceu no meio de um sonho e de maneira bem convincente o persuadiu a aceitar a missão de ser pai do filho de Deus, que se chamaria Jesus. Eita homem santo esse tal de José!

O moleque que se chamaria Jesus, além de nascer de uma virgem (pra não desmentir a profecia), também viria pra salvar o povo das cagadas deles. 
José, cabra macho e obediente, não transou com a dona Maria até que nascesse o menino que o ultrassom celestial havia prometido
. (tradução da Bíblia Free Style).

O escrito acima é um exemplo de alguém que começou dar um sentido contemporâneo a Palavra de Deus e agora está beirando à blasfêmia.

Como porta vozes da mensagem de Deus, nossa tarefa é: compreender o texto no seu contexto literal, e depois fazer as aplicações adequadas para nossos dias, porque a palavra de Deus está sobre os tempos e as culturas (I Pe 1.24-25). O princípio Bíblico não muda, a teologia bíblica não muda, apenas as aplicações a partir de uma compreensão correta das escrituras deverão ser adaptadas. Por isso colegas, não se intimidem em manterem-se firmes na razão das escrituras mesmo que nos “estigmatizem” como radicais. A Bíblia é um livro atemporal.

Pr Wagner Ferreira

Presidente da OPBB – Sub Seção Sul de Minas

Abraçando o Sofrimento (John Piper)

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REALMENTE UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

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REALMENTE UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

 É muito bom ver os assuntos que envolvem nossa denominação serem expostos em nossos veículos de comunicação por um motivo óbvio: as questões serão apresentadas para reflexão e serão discutidas em casa.

Quando nossos líderes se pronunciam por meio de outros veículos enquanto evitam os domésticos perdem a oportunidade de demonstrar mais respeito pela denominação e suas decisões.

Na última edição de “O Jornal Batista” o Pr. Isaías Andrade trouxe para a coluna reflexão a questão do ministério pastoral feminino. Parabéns a ele que o fez no Órgão Oficial da CBB.

A reflexão que ele propôs é a de aceitarmos como irreversível a filiação de pastoras à OPBB. Com essa finalidade falou-nos sobre os princípios constitucionais que haverão de ser respeitados – a dignidade da pessoa humana e da isonomia.

Em janeiro de 2014, segundo o texto do Pr Isaías, “o assunto será trazido à baila, para a OPBB decidir se vai querer ter ou não mulheres pastoras em seus quadros”, o que em sua opinião, já está decidido, deliberado e autorizado.

Mas porque chegamos a esse impasse?

Realmente já houve uma decisão sobre o assunto em 2007 depois de consultadas todas as seções da OPBB e a decisão foi não conceder filiação a pastoras nos quadros da OPBB.

O problema é que a decisão não foi respeitada e em 2010 numa demonstração de total descaso e falta de respeito, a mesa aceitou colocar o assunto em pauta e a assembléia deliberou imediatamente sobre o mesmo sem repetir o procedimento anterior. Nem todas as seções aceitaram isso.

Perdoem-me os envolvidos – não estou acusando, nem julgando ninguém – mas isso pareceu um golpe, uma virada de mesa, uma vergonha para todos os pastores batistas!

E a questão não é “querer ter ou não mulheres pastoras” nos quadros da OPBB. A questão é se é biblicamente correto ou não e a maioria das seções entendeu que não.

Com todo respeito não somos a OAB; somos a OPBB e os princípios que regem nossas decisões são os princípios bíblicos. Se o conflito entre esses princípios nos dividem então os pastores escolham a qual ordem deve pertencer.

O princípio bíblico bem claro no qual se firma a decisão de 2007 é o da liderança masculina no lar e na igreja e ponto final. O princípio é claro, está escrito e para a maioria dos pastores e das igrejas isso é suficiente tanto para homens como para as mulheres batistas do Brasil.

Se os nossos líderes vão respeitar o pensamento da denominação é outro assunto, ou melhor, outro princípio a ser discutido.

 

Pr Alberto Wagner Ramos Saraiva

Registrado na Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção MG

 

A importância de se conhecer a Deus – R. C. Sproul

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Dr. Martyn Lloyd Jones Biografia-Legendado

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Entrevista Dr. Martyn Lloyd-Jones

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