REALMENTE UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS

 É muito bom ver os assuntos que envolvem nossa denominação serem expostos em nossos veículos de comunicação por um motivo óbvio: as questões serão apresentadas para reflexão e serão discutidas em casa.

Quando nossos líderes se pronunciam por meio de outros veículos enquanto evitam os domésticos perdem a oportunidade de demonstrar mais respeito pela denominação e suas decisões.

Na última edição de “O Jornal Batista” o Pr. Isaías Andrade trouxe para a coluna reflexão a questão do ministério pastoral feminino. Parabéns a ele que o fez no Órgão Oficial da CBB.

A reflexão que ele propôs é a de aceitarmos como irreversível a filiação de pastoras à OPBB. Com essa finalidade falou-nos sobre os princípios constitucionais que haverão de ser respeitados – a dignidade da pessoa humana e da isonomia.

Em janeiro de 2014, segundo o texto do Pr Isaías, “o assunto será trazido à baila, para a OPBB decidir se vai querer ter ou não mulheres pastoras em seus quadros”, o que em sua opinião, já está decidido, deliberado e autorizado.

Mas porque chegamos a esse impasse?

Realmente já houve uma decisão sobre o assunto em 2007 depois de consultadas todas as seções da OPBB e a decisão foi não conceder filiação a pastoras nos quadros da OPBB.

O problema é que a decisão não foi respeitada e em 2010 numa demonstração de total descaso e falta de respeito, a mesa aceitou colocar o assunto em pauta e a assembléia deliberou imediatamente sobre o mesmo sem repetir o procedimento anterior. Nem todas as seções aceitaram isso.

Perdoem-me os envolvidos – não estou acusando, nem julgando ninguém – mas isso pareceu um golpe, uma virada de mesa, uma vergonha para todos os pastores batistas!

E a questão não é “querer ter ou não mulheres pastoras” nos quadros da OPBB. A questão é se é biblicamente correto ou não e a maioria das seções entendeu que não.

Com todo respeito não somos a OAB; somos a OPBB e os princípios que regem nossas decisões são os princípios bíblicos. Se o conflito entre esses princípios nos dividem então os pastores escolham a qual ordem deve pertencer.

O princípio bíblico bem claro no qual se firma a decisão de 2007 é o da liderança masculina no lar e na igreja e ponto final. O princípio é claro, está escrito e para a maioria dos pastores e das igrejas isso é suficiente tanto para homens como para as mulheres batistas do Brasil.

Se os nossos líderes vão respeitar o pensamento da denominação é outro assunto, ou melhor, outro princípio a ser discutido.

 

Pr Alberto Wagner Ramos Saraiva

Registrado na Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção MG